Reflexão de maio de 2019 -por Pe. Ben Syberg

Pe. Ben Syberg é sacerdote da Arquidiocese de Indianapolis. Ele serve como Pároco da St. Lawrence in Lawrenceburg, Indiana. Ele celebrará seu quinto aniversário como sacerdote neste verão. Ele gostaria de ser um santo, mas nem sempre tem certeza como.

A citação de Elisabeth preferida do Pe. Ben é a seguinte:  “Eu não devo ceder ao meu imenso anseio pela reclusão e solidão apesar de meu inconsolável luto e a natural aversão à superficialidade” (Diário em 17 de outubro de 1905).

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Eu descobri Elisabeth num momento que eu certamente necessitava dela. Com cinco anos de seminário, Deus me enviou esta maravilhosa mulher, este precioso tesouro de inspiração e clareza. Vários anos depois, dando um retiro sobre sua vida para sessenta mulheres católicas, eu quase tinha esquecido o quanto tinha tirado de Elisabeth. Tendo então sido sacerdote po menos de dois anos, a descobri uma vez mais. Eu preciso descobri-la mais e mais. Porque ela nunca me decepcionou.

Ele me mantém na linha reta. A linha reta bem no meio. Porque há tanto que pode me desequilibrar. O mundo, por exemplo. Quando o mundo parece moderno demais, instável demais, rápido demais ou iluminado demais, eu me lembro que Elisabeth vive no coração da Franca laicista. Ela é uma santa que nasceu apenas sessenta anos após a Revolução Francesa. Ou quando me parece que meus melhores esforços não são o bastante, que eu não consigo fazer a diferença e nada que faço importa, eu me lembro que Félix se tornou sacerdote depois que Elisabeth morreu. Quem teve mais motivo para desistir, e ainda mais razão para celebrar a paciência de Deus!

Quando sou apanhado por meus próprios sucessos, meus dons e talentos, quando me sinto do topo da vida e em controle, eu me lembro de sua montanha de escritos sobre sofrimento e sobre a cruz. Eu me lembro que ela entendeu o que importa. No entanto, quando me sinto sobrecarregado pela cruz, pela doença e franqueza, e as armadilhas da vida, eu me lembro quão alegre Elisabeth era. Mesmo quando sou apanhado pela depressão, e me repreendo por isso, eu me lembro – Elisabeth também sentiu tristeza na sua vida. Ela conheceu um profundo vazio. Depressão não faz de ninguém um fracassado.

Quando eu penso que eu não tenho tempo para família, eu me lembro de todo amor que ela mostrou por seus sobrinhos e sobrinhas. A família foi sempre seu centro. Quando olho para nosso país e nossa cultura, e quero cortar todos os laços com ele e fugir, eu me lembro que Elisabeth amou sua terra natal. Ela era francesa no seu centro. Quando eu penso que não é permitida a leveza, as coisas mais finas e as alegrias da vida, eu me lembro que Elisabeth teve essa permissão. Então eu tenho também!

Sim, Elisabeth sempre me coloca no caminho estreito. Um que raramente se toma, mas que está bem na minha frente. Eu agradeço a Deus porque ela ainda me mostra o caminho.

Reflexão de abril de 2019 -por Karen Feitl e Jennifer MacNeil

Algumas semanas atrás, uma mulher da França entrou em contato conosco para nos informar que pequenos grupos estavam se formando em várias cidades na França para reunir mulheres em amizade e orações por Elisabeth. Elas estão rezando pela intercessão de Elisabeth para casamentos semelhantes aquele de Elisabeth e Félix, onde um cônjuge tem fé e o outro não. Elas também estão rezando em geral por suas famílias e por todos aqueles com problemas de saúde. Eu partilhei isso com uma de nossas apoiadoras mais ativas dos EUA, Karen Feitl, e juntas discutimos maneiras para nos unir a elas apesar da distância entre nós. Tivemos a idéia de pedir ao grupo de Elisabeth no Facebook para se unir a nós na oração do Terço nas Sextas-feiras pela causa de Elisabeth, por casamentos fortes, e pelas famílias. Tivemos uma reposta muito positiva de todo o mundo. (Se você quer se juntar a nós, mas ainda não nos encontrou no Facebook, procure “Friends of Servant of God Elisabeth Leseur”.)

Quando decidimos sugerir o Terço, não estava bem preparada em citações/pensamentos de Elisabeth sobre a Nossa Senhora. Eu sei de cor tantas citações de Elisabeth sobre o sofrimento e sua união com Cristo, mas fui desafiada a pensar em algo sobre Nossa Senhora. Eu pensei no tempo de Elisabeth em Lourdes e descobri este belo parágrafo de uma carta que ela escreveu a Irmã Goby após sua viagem. Eu amo o fato de Elisabeth ver seu relacionamento com Nossa Senhora como aquele de uma filha.

 30 de junho de 1912

Minha cara Irmã e amiga,

Durante nossa estadia em Lourdes pude apenas te enviar uma breve nota, mas constantemente me lembrava de ti. Eu te levei comigo na santa gruta, junto de Nosso Senhor e em minhas comunhões, em todos os lugares que rezei, e se reza em todos os lugares em Lourdes, como sabes. Que momentos consoladores passei na pacífica cidade de Maria, um tempo inesquecível que deixa uma marca profunda na vida de alguém para sempre. Parece-me que eu amo a Santíssima Virgem ainda mais como sua filha, que tenho um desejo maior de servir o bom Deus. Eu também tenho uma maior atração pelos pobres, os enfermos que ela tanto ama, uma maior disposição para trabalho por pelo bem espiritual dos outros através do sofrimento ou da ação, de acordo com a vontade de Deus…    

Reflexão de fevereiro de 2019 -por Jennifer MacNeil

13 de novembro de 1905

“Inquietações, lembranças tristes, uma atmosfera de incredulidade, indiferença ou de desprezo, o sentimento doloroso não poder fazer conhecer nem sua alma nem seu Deus, tudo isso após ter me visto ser abatida e lançada ao chão, ferida como o doce Salvador, tudo isso conduz a um ato de humildade, fé, amor, aceitação e uma resolução nova de ser mais valente, de me estabelecer na paz e de sofrer as ofensas sem manifestar os sofrimentos que eles me causam. Devo ser com Félix mais igual de humor, mas verdadeiramente forte; para minha cara mãe, mas terna e atenta; para todos, benevolente e esquecida de mim… mas é o caso de dizer com São Paulo: Tudo posso naquele que me fortalece (Fl 4, 13). Meu amado Félix tem preocupações, mamãe uma imensa dor; as almas queridas precisam de mim, ou melhor – porque as almas não precisam senão de Deus – posso obter para elas, por meus sofrimentos e meus sacrifícios, a transformação e a vida….Meu Deus, ajudai aquela que, apesar de suas faltas, deseja acima de tudo Vos fazer conhecer e amar”.

Elisabeth Leseur Selected Writings, Paulist Press, Janet K. Ruffing, RSM

Reflexão de janiero de 2019 -por Jennifer MacNeil

Pouco antes do Natal, fui abençoada em passar algum tempo pessoalmente com a Irmã Janet Ruffing, uma Irmã da Misericórdia e autora do livro Elisabeth Leseur Selected Writings. Irmã Janet estava em Pittsburgh para se unir as Irmãs da Misericórdias das Américas comemorando 175 anos de ministério nos Estados Unidos. Foi uma maravilhosa experiência encontrar a mulher cujo livro sobre Elisabeth teve um impacto tão importante na minha vida. A livro da Irmã Janet ajudou a introduzir a espiritualidade de Elisabeth para toda uma nova geração.

Para a reflexão de janeiro, eu selecionei uma pequena parte de uma das minhas cartas favoritas de Elisabeth a Irmã Goby, que está incluída no livro da Irmã Janet. Estas palavras de Elisabeth ajudaram a me lembrar de como conectados todos estamos na oração e no trabalho através de nosso “amado Mestre”.

12 de janeiro de 1912

Faz tanto tempo desde que conversamos, que decidi que isto não pode continuar. Verdade, nós nunca estivemos realmente separadas, desde que vivemos e trabalhos pelo mesmo amado Mestre e somos uma só coisa com ele, diante do Sacrário e em outros momentos de oração. E ainda assim, eu experimento uma calma profunda, uma verdadeira consolação, quando posso abrir meu coração contigo, completamente unida contigo no Espírito.

Quão reconfortante é sentir-se rodeado e envolvido em divino amor, percebendo que o amadíssimo Pai está nos conduzindo às praias eternas, permitindo-nos ocasionalmente inspirar desde longe seus perfumes vivificantes. E então, se o caminho se torna mais difícil e nosso guia menos visível, nos entregamos cegamente à sua delicada direção, esperando em auto esquecimento até que a presença de Deus possa ser sentida uma vez mais. A terra não é o Céu, afinal de contas, e estamos sempre cercados por consolações espirituais, e podemos achar difícil entender a diferença. Recebemos a graça que necessitamos para nos ajudar a alcançar as alegrias de nosso desejadíssimo Céu.

(2018) Reflexão do mês

(2017) Reflexão do mês